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Open PeepsPablo Stanleyhttps://www.openpeeps.com/https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/Remix of „Open Peeps” (https://www.openpeeps.com/) by „Pablo Stanley”, licensed under „CC0 1.0” (https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/)
Agências e estúdios

14 de agosto de 2026 · 4 min de leitura

Como saber se vale a pena contratar mais gente pro estúdio

O sinal mais comum pra decidir contratar é a agenda lotada — todo mundo recusando job por falta de gente. É um sinal real, mas incompleto: ele mede demanda, não mede se o negócio tem fôlego financeiro pra sustentar um salário fixo novo nos meses em que a demanda cai.

A pergunta que vem antes de "temos demanda?"

É: "quanto dessa demanda é recorrente, e quanto é pico pontual?" Contratar CLT ou fixo pra atender um pico que só se repete de vez em quando transforma um problema temporário (recusar job num mês bom) num problema permanente (folha de pagamento todo mês, inclusive nos meses fracos).

Freelancer recorrente como termômetro

Antes de contratar fixo, vale olhar quanto já está sendo gasto com freelancer recorrente pra cobrir a mesma função. Se esse valor, mês a mês, já se aproxima ou passa do custo de um salário fixo com encargos — e a demanda que sustenta isso é estável, não só de um trimestre bom — o caso pra contratar fica mais concreto que "a agenda está cheia".

A conta que decide

  • Custo fixo mensal da nova posição (salário + encargos, não só o salário nominal)
  • Quantos meses de reserva isso consome se a demanda cair de repente
  • Receita recorrente atual — quanto dela é contrato fixo, não job avulso
  • Se o time atual está sobrecarregado a ponto de perder qualidade, ou só ocupado

Sem essas quatro respostas visíveis, a decisão de contratar é tomada olhando só a agenda da semana — e agenda de semana não avisa sobre o mês fraco que vem daqui a três meses.

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