14 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Custo fixo e custo variável: por que separar isso muda a decisão
Duas despesas de R$ 500 no mesmo mês parecem equivalentes olhando só o valor. Mas se uma é aluguel (continua existindo mesmo sem vender nada) e a outra é comissão de um job específico (só existe porque aquele job aconteceu), elas pedem decisão completamente diferente quando o mês aperta.
A diferença em uma frase
Custo fixo existe independente de vender — aluguel, salário, assinatura de ferramenta, pró-labore. Custo variável só existe em função da venda — comissão, material de um job específico, frete de uma entrega.
Por que a distinção muda a decisão
Custo fixo é o número que diz quanto o negócio precisa faturar só pra não ficar no vermelho, antes de contar qualquer lucro. Custo variável cresce e encolhe junto com a venda — não é o que ameaça o mês fraco. Confundir os dois faz gente cortar o que não devia (às vezes o custo variável de um job lucrativo) e manter o que devia ser revisto (uma assinatura fixa que ninguém usa mais).
O exercício simples que ajuda
- Listar cada despesa do último mês
- Marcar: isso existiria mesmo se nenhum job tivesse acontecido?
- Se sim, é fixo. Se só existe por causa de um job específico, é variável
- Somar os fixos — esse número é o que o negócio precisa cobrir todo mês, sempre
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