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MEI e pequenas empresas

14 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

MEI ou ME: como saber que chegou a hora de migrar

A migração de MEI pra Microempresa (ME) costuma ser vista só como uma obrigação — "estourei o limite, agora preciso migrar". Mas existem razões pra migrar antes disso acontecer por obrigação, que fazem sentido pro negócio independente do teto de faturamento.

Quando é obrigatório

Ultrapassar o limite anual do MEI — hoje R$ 81.000 — obriga a migração, com regras diferentes dependendo de quanto foi excedido. Isso é o gatilho mais comum, mas não o único.

Quando vale considerar migrar antes disso

  • Precisa contratar funcionário CLT — o MEI tem limite de um empregado; passar disso já exige ME
  • Quer ter sócio — MEI é individual por definição, sociedade exige outro enquadramento
  • A atividade cresceu pra fora da lista permitida ao MEI — nem toda atividade profissional pode ser MEI
  • Precisa de crédito maior ou de negociar com fornecedor que só trabalha com empresa de porte diferente

O que muda na prática ao virar ME

Sai o DAS fixo mensal do MEI, entra a apuração do Simples Nacional sobre o faturamento real, com alíquota que varia por faixa. Contabilidade deixa de ser opcional — ME precisa de contador. O custo mensal fixo sobe, mas junto vem capacidade de crescer que o MEI, por desenho, não comporta.

Migração planejada — decidida com antecedência, não forçada por estouro de limite — costuma sair mais barata e menos estressante. Vale conversar com um contador quando o negócio começar a esbarrar em qualquer um dos limites do MEI, mesmo antes do faturamento chegar lá.

Quer resolver isso na prática, não só ler sobre?

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